PALESTRA ABERTA COM MARIA LUCIA LEE EM SJC

Fevereiro 23rd, 2012 § Deixe um Comentário

LANÇAMENTO DO CURSO LIVRE DE FORMAÇÃO DE LIANGONG EM 18 TERAPIAS ANTERIOR E POSTERIOR

Apresentação da origem, desenvolvimento e objetivos do Liangong em 18 Terapias.

Liangong em 18 Terapias é um método corporal desenvolvido e divulgado na década de 70 pelo Dr. Zhuang Yuanming, médico ortopedista de Shangai, China.

Por seu trabalho, o Dr. Zhuang recebeu do governo chinês o prêmio de “Progresso Científico”. Com isso, as 18 Terapias foram amplamente divulgadas para a população chinesa devido aos benefícios resultantes de sua prática.

TEMA: ORIGEM E DESENVOLVIMENTO DAS 18 TERAPIAS

DIA 03 DE MARÇO DE 2012
Horário: 9h às 11h
Local: Hotel Mercure
Av. Dr. Jorge Zarur, 81, Jd. Apollo – S.J.Campos -SP

CURSO LIVRE DE FORMAÇÃO DE LIANGONG EM 18 TERAPIAS

Período: Março à Outubro de 2012
Carga horária total: 64 horas

Maiores informações e inscrições:
www.viacincosjc.com.br

(12) 3033-4299 / 7819-6672

CURSO DE FORMAÇÃO

Fevereiro 3rd, 2012 § Deixe um Comentário

Para os que sempre me perguntam quando vou oferecer um curso ou para os que tem interesse em aprender as artes corporais chinesas, uma informação:
 
Eu e minhas sócias de São José dos Campos realizaremos um curso de formação de Liangong em 18 Terapias a partir do dia 10 de março.
 
Vejam as informações abaixo.

O Curso de Formação elaborado pela Via Cinco SJC atende aos critérios estabelecidos pelo sistema de avaliação da Associação de Liangong em 18 Terapias de Shangai, R.P. China e visa formar instrutores dentro dos padrões internacionais exigidos.

Período: Março à Outubro de 2012
Carga horária total: 64 horas

Outras informações e inscrições:
www.viacincosjc.com.br

(12) 3033-4299 / 7819-6672

PROGRAME-SE!

Setembro 18th, 2011 § Deixe um Comentário


Julho 22nd, 2011 § Deixe um Comentário

Vivência “Pescoço e Ombros – base para o fluxo do sopro criativo”, facilitada pela professora Maria Lucia Lee no dia 06 de agosto em São José dos Campos.

Este encontro visa orientar os participantes para um adequado auto treinamento na conquista de uma movimentação harmoniosa do pescoço e dos ombros através dos seguintes métodos corporais: Prática Matinal e Liangong em 18 Terapias 1ª Série.

A movimentação natural deste conjunto superior é importante para a circulação do sopro vital Yang, que é criativa.

Para inscrições e maiores informações, acesse o site: www.viacincosjc.com.br

Uma re-ligação entre o Céu e a Terra

Junho 17th, 2011 § 1 Comentário

 

A 1° lua cheia da Primavera é celebrada como o Dia da Lua na China.  É quando a família, os amigos e os namorados se reúnem para comer biscoitos redondos, que simbolizam a união.

Sem comunicação alguma com a família e os amigos aqui no Brasil (pois quem tinha parente fora do país era perseguido naquela época), todo Dia da Lua, minha mãe olhava nostálgica pra lua e fazia um ritual.

Ela dizia que, embora estivessem milhares de quilômetros separados no planeta, a lua contemplada era a mesma. Eles estavam ligados.

Hoje escrevo de Indaiatuba, interior de São Paulo, que em tupi-guarani quer dizer terra das palmeiras-indaiá. Aqui nessa terra tão distante da que nasci, as árvores, como na China, também buscam se enraizar e se elevar. Também estamos unidos, procurando entender essa ligação entre o céu e a terra, contada de formas semelhantes por povos ocidentais e orientais. Do mesmo jeito, estamos ligados.

Na tradição oral dos índios guarani, o mundo teve sua origem com Ñamandu. Em metáforas, ele é descrito como uma árvore, cujas palmas floram em ramagens. Quando nasce, Ñamandu já está ereto e desdobra-se com seu corpo divino em seu próprio desdobramento, transformando-se em sua própria natureza.

Na mitologia chinesa, o mundo começou com o gigante Pangu. Com seu machado, ele quebrou o caos do universo e isso fez com que as partes mais leves flutuassem para formar o céu e as mais pesadas descessem para criar a terra. Durante anos ele sustentou o céu com as mãos e pressionou a terra com os pés para que não voltassem a se misturar, tornando-se um pilar do firmamento.

As imagens são diferentes, mas a ligação é igual. Para os índios guaranis, a divindade descrita como uma árvore tem a mesma função que o gigante Pangu: ser um elo entre céu e terra.

Sendo o homem também divino, à semelhança de Pangu e Ñamandu, tem o potencial para fazer essa conexão. Em complemento, seu lado humano o faz sofrer, na sua forma material.

Por isso as artes corporais chinesas foram criadas na China. Para lidar com o sofrimento existente devido a um histórico de guerras, um clima rigoroso e grande escassez de comida já que, com uma população de bilhões de pessoas, apenas 17% da extensão territorial é agricultável.

Os exercícios podem auxiliar as pessoas a transformar o seu sofrimento em espírito de vitalidade, aproximando-se do divino. Porque essas artes, durante milênios, tiveram a função de fazer circular o sopro vital, que aqui a gente conhece como energia. Quando essa ela circula, vai modificando as coisas, que não ficam paradas. Afinal, a vida é movimento.

Em movimento, as coisas se transformam. A própria palavra sucesso significa sucessão de coisas. Não existe o certo ou o errado. O sucesso existe quando as coisas vão se sucedendo e vão se transformando. Dentro do nosso corpo é a mesma coisa. A Gente deve continuar fluindo.

E é nos espaços vazios que flui a vitalidade que nos liga entre o céu e a terra.

Créditos das imagens
  • Fotos da Lua e das Palmeiras: Michela Brígida / Portal CLICK
  • Gigante Pangu: Ilustração de Johnny Pau (livro Dragones Dioses Y Espiritus de la Mitologia China)

Alquimia do dia a dia

Junho 17th, 2011 § Deixe um Comentário

A grande concentração das pessoas que estiveram presentes na palestra Artes Corporais Terapêuticas e o Autoconhecimento me motivou a escrever alguns pensamentos que desenvolvemos lá. Esse evento foi organizado em Indaiatuba (SP) por Erica Nishikawa, diretora da Llabore Atividades Físicas Para a Saúde, e aconteceu no dia 06/06/2011 na Câmara Municipal da cidade.

Falamos a respeito de como as artes corporais chinesas auxiliam as pessoas a transformar o sofrimento em espírito de vitalidade, aproximando-se do divino.

Aqui, no ocidente, a ignorância e o esquecimento de si mesmo causa sofrimento, a meu ver. Isso acontece quando a pessoa se volta totalmente para fora, para a matéria, em vez de se lembrar que existe uma vida que corre interiormente.

 

Vejam aqui uma seleção de imagens feitas do evento (fotos: Michela Brígida / Portal CLICK):

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Os chineses dizem que, com o coração vazio, o espírito vive. Então se a gente preenche tudo com matéria, não existe espírito.

É somente nesses espaços vazios, dentro do corpo, que corre um ar vital muito puro e vivo. Quando fazemos as práticas corporais chinesas, com movimentos contínuos, arredondados, como os movimentos da natureza, as emoções que machucam vão sendo transformadas. A mágoa se transforma em uma nostalgia, a raiva, numa vontade de fazer as coisas.

Quando praticadas com o coração vazio, acontece um processo alquímico que deixa a pessoa melhor. E assim a dor empalidece. Não é que não se tem mais a dor. Mas a dor não domina mais, não se fica mais apegado a ela. Porque infelizmente ainda temos uma cultura de doença, e não de saúde.

Para os chineses, ter um momento no parque com a natureza, para se fazer exercícios, é grande prazer. Porque aprenderam que temos que aproveitar todos os momentos para a gente ficar com a gente mesmo.

 

 

Para ficou interessado, faremos uma vivência ligada à Pedagogia do Corpo Esquecido no dia 25 de junho agora, em Indaiatuba.
É uma pratica que foi transmitida pelo Dr. Li Tie Lang, que esteve no Brasil em 2006 para o I Congresso Internacional de Práticas Corporais Terapêuticas da Medicina Tradicional Chinesa

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IMAGENS DE ALEGRIA

Junho 9th, 2011 § Deixe um Comentário

Ainda Refletindo a respeito do 1º Encontro Flor de Ouro 2011 – Reflexão e Vivência das Práticas Corporais Chinesas,  disponibilizamos aqui mais algumas palavras ditas no dia 28 de maio de 2011 em Campinas.

Elas expressam a grandeza de simples coisas feitas com o coração. Seguem alguns registros no dia (fotos Michela Brígida):

 

“A gente fez esse encontro com um objetivo: de encontrar. Encontrar pessoas, práticas, pensamentos, movimentos. É através do encontro que podemos trocar,  dar e receber tudo o que temos de mais precioso. ”

Milena Machado, bailarina e professora de artes corporais chinesas, idealizadora do evento

 

“Muitas vezes, quando a gente vai demonstrar, o coração fica cheio de preocupação se vai acertar ou não. Existe um ensinamento dos mestres chineses que diz que quando se está sozinho, é como se estivesse cheio de gente a sua volta (os antepassados todos, os professores etc). Mas que quando se está diante de um público, é como se estivesse sozinho. Fazer esse exercício deixa o coração vazio. E quando o coração fica vazio de preocupações, sente-se mais a vida fluindo. Isso traz uma alegria enorme, os cantos da boca se levantam suavemente. É a energia do coração se unindo ao céu”

Maria Lucia Lee, professora e divulgadora de artes corporais chinesas, que introduziu o método Liangong Em 18 Terapias no Brasil

 

“O dr. Zhuang, que criou essa prática [de Liangong Em 18 terapias], diz que quando a gente fala de harmonia e de paz, a gente começa promovendo pequenos encontros nas nossas cidades. Depois a gente vai aumentando para os nossos Estados. Quando a harmonia e a ordem estão dentro da gente, conseguimos também fazer um encontro no nosso país. E se a gente consegue chegar num país inteiro, temos então um país mais harmônico”

Maristela Botelho, conselheira da Associação Municipal de Liangong em Shangai e presidente do Instituto Mineiro de Artes Corporais Chinesas

 

“O ideograma de paz significa uma mulher que está dentro da casa ordenando o ambiente. Quando fazemos as práticas corporais chinesas, estamos ordenando nosso ambiente interno, conhecendo o nosso corpo, a nossa mente, as nossas emoções. Transformamos cada vez mais e aprimoramos esse material, que somos nós mesmos”

Fádua Gustin, professora de Artes Corporais Chinesas e diretora da escola Entre Terra e Céu, no Rio de Janeiro

 

“Cada um de nós está cultivando uma Flor de Ouro. O ouro é um tesouro. Se a gente cultivar esse tesouro todo dia, utiliza de fato o tesouro. Porque um tesouro só nos auxilia se estivermos nos valendo dele. Senão fica guardado, sem nenhuma utilidade”

Érica Nishikawa, professora de Artes Corporais Chinesas e diretora da escola Llabore, de Indaiatuba

DOIS CONVITES QUE PODEM GERAR MUITOS ENCONTROS

Junho 1st, 2011 § 1 Comentário

Queridos leitores, amigos, colegas de amigos e todos os interessados em se ligar no bem que as práticas corporais fazem à vida no planeta: temos dois bons motivos para nos (re) encontrarmos! Duas oportunidades para buscar, por meio dos exercícios e da concentração, um encontro íntimo consigo. Hoje estou postando eventos que vêm acontecer nesses primeiros dias de junho de 2011.

O primeiro deles é um workshop de treinamento perfumado (Xianggong) que darei com Maria Kamozaki e Regina Nakamura em São José dos Campos, sábado agora, dia 04 de junho, das 9 horas às 18h. O investimento é de R$ 160,00, incluindo o livro e o DVD Treinamento Perfumado – Níveis 1 e 2 (editora Pensamento), que apresenta a prática de Xianggong com orientações e significados de cada movimento. Além disso, tem também a bela música composta por Ricardo Severo especialmente para o trabalho.

O segundo evento que vem acontecer é uma palestra aberta ao público cujo tema é Autoconhecimento por meio das práticas corporais e que darei a partir das 18h, segunda-feira, na Câmara Municipal de Indaiatuba, dia 06 de junho. Vamos nos “encontrar”?

Outras informações nos cartazes abaixo:

O Treinamento Perfumado é uma prática corporal terapêutica fundamentada nas tradições do Budismo Chan (Zen).
O Nível 1 fortalece os Sopros de defesa e expulsa as “doenças” (Sopros perversos) por meio de 15 movimentos realizados com os antebraços e as mãos em várias direções, mantendo a estabilidade do corpo.
O Nível 2 fortalece os Sopros de nutrição por meio de 15 movimentos realizados coordenadamente com os membros inferiores e superiores.
Esse método foi divulgado em 1988 pelo prof. Tian Ruisheng, da cidade de Luoyang, província de Henan, na China.

DIÁRIO DA LUCIA LEE – 28 de maio de 2011

Maio 31st, 2011 § 2 Comentários

Começo da lua nova, um belo dia para se encontrar

“Você tem esperanças sem limites, porém precisa acha-las sozinha, para que a humanidade aprenda contigo”, escreveu em ideogramas meu pai, duas horas antes do início de 1975. Era mais um ano da família Lee no Brasil.

Estrategista de guerra, ex-general do exército chinês, o sr. Lee sempre quis que seus descendentes também fizessem “grandes coisas” para a humanidade. E, dos cinco filhos, era em mim que ele mais enxergava o potencial para isso. Naquela época, eu pequena, imagine você, o tamanho da pressão que sentia. Anos depois, quando comecei a estudar Física na USP, ele ainda apostava que eu ganharia um Nobel da Paz.

Mas foi em Campinas, nesse sábado de outono, participando de evento promovido por uma de minhas alunas da UNICAMP, a Milena Figueiredo (Encontro Flor de Ouro, Reflexão e Vivência das Práticas Corporais Chinesas), que aquela velha carta fez sentido a mim.

Campinas foi nossa primeira residência, quando chegamos da China, em 1951. Ao voltar a essa cidade e encontrar naquele ginásio tanta gente aguardando um evento que, de alguma forma, era eu a protagonista, senti a presença dos meus antepassados. Percebi um ciclo se fechando, como se, de alguma maneira, eu estivesse honrando o desejo de meu pai.

Na minha opinião, um encontro não deve servir à auto promoção ou divulgação de nada. Também o significado do encontro transcende a simples proximidade física entre as pessoas. Sinto que a gente deve sair mudada após um verdadeiro encontro, senão não tem sentido.

Um enxerga o outro, o exemplo do outro, e aprende com isso. Eu aprendi com o esforço daquela senhora de 93 anos, a mais idosa do grupo, e com a disposição das crianças e dos demais em se disciplinar na prática dos exercícios e manter um ritmo no conjunto.

Olha aí uma grande coisa que eu estou fazendo, meu pai, de onde você estiver. Esse encontro, embora simples, é uma “grande coisa”, porque foi feito com o coração.

Vejam algumas fotos abaixo (fotos: Michela Brígida):

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Palestra em Campinas

Maio 20th, 2011 § Deixe um Comentário

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